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Casos de HIV sobem 6%, e mortalidade por Aids recua

Brasil teve 42,4 mil notificações de infecções em 2017, segundo ministério






Brasília. Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (27) apontam que o número de casos de HIV notificados em 2017 no país foi de 42,4 mil – 6% a mais que os 40 mil de 2016. Cerca de 66,6% dos diagnosticados têm entre 20 e 39 anos. Do total, 73% são homens e 27%, mulheres. Entre os homens com mais de 13 anos, 53,6% se expuseram em relações homossexuais. É a maior proporção desde pelo menos 2007, quando se iniciou a série histórica disponível no boletim epidemiológico oficial. A mortalidade por Aids registrou em 2017 o menor índice – 4,8 óbitos por 100 mil habitantes – desde que o tratamento gratuito foi disponibilizado, em 1996. Naquele ano, a taxa era de 9,6 mortos por 100 mil habitantes. A diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, ressaltou que a detecção de Aids caiu em números absolutos e taxas. Saiu de 39,1 mil casos em 2016 para 37,7 mil em 2017 – uma redução em torno de 4%. Se forem considerados os últimos quatro anos, os dados mostram uma diminuição de 16% nos casos e óbitos por Aids no país. 

Minas Gerais está entre os 21 Estados que apresentaram redução na taxa de mortalidade por Aids. O índice caiu de 3,7 óbitos por 100 mil habitantes, em 2014, para 2,9 óbitos em 2017 (queda de 21,6%). As notificações de Aids também caíram no Estado: eram 14,5 casos para cada 100 mil habitantes, em 2014, e 12,3 para cada 100 mil habitantes em 2017 (redução de 15,1%).


Análise
Para Adele, o aumento do número de casos de HIV diagnosticados em 2017,
aparentemente um dado ruim, é “uma questão positiva” para a gestão. Segundo
ela, é a oportunidade de levar o paciente para tratamento a fim de reduzir sua
carga viral para que ele não desenvolva a Aids. “Para nós, o importante é detectar
quem está infectado para colocar em tratamento, para que essa pessoa não adoeça
de Aids e não venha a falecer”, disse.

Até 2017, o Brasil diagnosticou 84% das 866 mil pessoas com HIV. Dos
diagnosticados, 75% estão em tratamento e, desses, 92% têm carga viral
indetectável. Somente nesse último quesito o país alcançou a meta das Nações
Unidas – no mínimo 90% em cada uma das três categorias. O prazo para cumprir o
compromisso vence em 2020.

Transmissão vertical
A taxa de infecções em bebês expostos ao HIV, em função de a mãe ter o vírus,
registrou queda entre 2016 e 2017, de 2,6% para 2,1%. Isso é efeito, segundo
Adele, da maior detecção entre as gestantes, que subiu de 2,7 para 2,8 por 100 mil
habitantes no período. Com o diagnóstico, disse a médica, é possível evitar a
transmissão.

Oferta de 400 mil autotestes
Brasília. O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de janeiro de 2019, a rede
pública de saúde passa a oferecer o autoteste de HIV para populações-chave e
pessoas em uso de medicamento de pré-exposição ao HIV. A previsão é que sejam
distribuídas, ao todo, 400 mil unidades do teste, inicialmente em São Paulo, Rio de
Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte, entre
outras cidades


Fonte: https://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/casos-de-hiv-sobem-6-e-mortalidade-por-aids-recua-1.2073506


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