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Impostômetro bate R$ 2,2 trilhões pela 1ª vez em 13 anos

Marca nunca havia sido alcançada desde que o painel foi instalado, em 2005, para mostrar quanto os brasileiros pagam em impostos






O Impostômetro vai bater um recorde: nesta quinta-feira (6) pelas 7h35: chegará à marca de R$ 2,2 trilhões de tributos pagos pelos brasileiros desde o primeiro dia do ano. É a primeira vez que essa cifra é alcançada desde que o painel foi implantado, em 2005, pela Associação Comercial de São Paulo. 


O valor corresponde ao total arrecadado por União, Estados e municípios na forma de impostos, taxas e contribuições. 

Para todo o ano de 2018 a projeção é de que o montante chegue a R$ 2,388 trilhão, o que representa um aumento nominal de 9,98% (ou aumento real de 5,55%, descontada a inflação) em relação ao ano passado, quando o Impostômetro marcou R$ 2,172 trilhão.  

Alencar Burti, presidente da ACSP, avalia que o crescimento do bolo tributário de um ano para outro reflete o reaquecimento da economia brasileira e a melhora do consumo após a crise, mesmo que em ritmo lento.

 "Apesar de ter mais dinheiro nos cofres públicos, os serviços para a população brasileira, como segurança, saúde, educação, não melhoram, o que transparece que o Estado precisa se ajustar pelo lado dos gastos, gerenciando-os melhor", diz Burti.

Ele lembra que há Estados e municípios superendividados, "o que poderá fazer de 2019 um ano de juros mais altos ou impostos mais elevados, a exemplo do que a velha política fez nos últimos 30 anos". O ideal, para Burti, "é que o próximo governo reequilibre as contas por meio de reformas estruturantes sem cogitar qualquer elevação ou criação de impostos, propiciando um ambiente menos oneroso para empresas e consumidores", acrescentou.

Redação Jornal Destak
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