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PGR denuncia Geddel Vieira Lima, irmão Lúcio e mãe dos políticos


Grupo é acusado de peculado; denúncia foi originada do inquérito que investigou origem dos R$ 51 milhões





O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), o ex- ministro Geddel Vieira Lima, a mãe dos dois políticos, Marluce Vieira Lima e outras cinco pessoas foram denunciadas nesta quarta-feira pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de peculato. De acordo com a denúncia, feita pela procuradora-geral da República,Raquel Dodge, o grupo é acusado de se apropriar de recursos públicos destinados ao pagamento de salários de secretários lotados no gabinete do parlamentar. A denúncia será analisada pelo relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes. 

A prática foi apurada em inquérito instaurado em decorrência da investigação referente aos R$ 51 milhões encontrados em setembro do ano passado em um apartamento da família, em Salvador. Ainda em 2017, os irmãos foram denunciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na época, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou como origem do dinheiro práticas criminosas como corrupção e peculato. Geddel Vieira Lima está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

De acordo com Dodge, a origem do dinheiro apreendido era de crimes antecedentes distribuídos em três grupos, sendo dois ligados a práticas de corrupção e que são objeto de apuração no âmbito das Operações Lava Jato e Cui Bono. Investigada em inquérito próprio, a apropriação dos salários foi comprovada por provas documentais e testemunhais, como frisou a procuradora-geral na denúncia.

As investigações revelaram a existência de "funcionários fantasmas" no gabinete de Lúcio Vieira Lima bem como a relação criminosa estabelecida a partir de indicações para cargos em comissão pelo parlamentar. 

Na denúncia, Raquel Dodge pediu que os envolvidos respondam por peculato com pena acrescida pela quantidade de vezes em que o crime foi praticado. Também requereu que os envolvidos sejam obrigados a ressarcir os cofres públicos por danos materiais e que o valor a ser pago seja corrigido monetariamente desde a data do recebimento indevido e que paguem indenização por danos morais em montante equivalente ao dobro do total desviado. Raquel Dodge pediu ainda que seja decretada a perda da função pública dos acusados que ocupam cargo ou emprego público ou mandato eletivo. 

Por Redação Jornal Destak


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